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como funciona a sedação consciente no dentista - Medico dos dentes

Sedação consciente no dentista: como funciona?

Muitos Pacientes não visitam o dentista com a devida regularidade porque sentem medo e ficam stressados com os procedimentos, em clínica dentária. Conhecendo a importância da prevenção e do acompanhamento médico para a saúde oral, a Medicina Dentária aproveitou o avanço tecnológico para oferecer uma nova solução que promete facilitar as idas ao dentista a milhares de pessoas, a sedação consciente.

O QUE É A SEDAÇÃO CONSCIENTE?

A sedação consciente é uma técnica que permite reduzir o medo, a ansiedade e até o reflexo de vómito que muitos Pacientes sentem durante as consultas no dentista. Recorrendo à inalação de um gás (normalmente formado por protóxido de azoto e oxigénio), esta prática garante, ainda, que as pessoas se mantêm acordadas e cooperantes, assegurando que o tratamento dentário decorre normalmente e em perfeitas condições de segurança.

COMO FUNCIONA NO DENTISTA?

Quando é necessário aplicar anestesia por injeção, a sedação consciente não a substitui. No entanto, deixa o Paciente mais relaxado para o tratamento e, uma vez que é utilizada em primeiro lugar, faz com que seja mais fácil receber esta anestesia, de seguida. De um modo simples, para além do efeito analgésico (que reduz a perceção de dor), esta técnica funciona através de outros dois efeitos: o ansiolítico e o amnésico. O primeiro é o que contribui para a diminuição da ansiedade do Paciente, facilitando o seu tratamento, e o segundo permite que alguns momentos da consulta não sejam recordados, diminuindo o stress no futuro.

EM QUEM PODE SER UTILIZADO?

Habitualmente, esta técnica é mais utilizada em crianças que têm dificuldade em colaborar com o dentista durante os tratamentos. No entanto, pode ser aplicada em praticamente todas as pessoas, com exceção de casos clínicos mais sérios, como pneumotórax, enfisema pulmonar subcutâneo ou traumatismos crânio-encefálicos. Por esse motivo, a sedação consciente apenas é aplicada depois de uma análise do seu historial clínico, com meios de diagnóstico adequados.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS VANTAGENS DE A UTILIZAR NO DENTISTA?

Embora tenha a limitação de apenas funcionar por inalação (não sendo possível utilizar este procedimento se o nariz do Paciente estiver obstruído), a sedação consciente apresenta várias vantagens:

  1. Pode ser usada em várias áreas – Já utilizada em meio hospitalar há muitos anos, esta solução pode ser usada em quase todos os procedimentos clínicos da Medicina Dentária.
  2. Efeito rápido – Normalmente, o efeito tem o seu pico máximo logo 3 minutos depois da inalação.
  3. Controlável – O médico pode alterar o nível de sedação a qualquer altura.
  4. Baixo período de recuperação – Habitualmente, bastam cerca de 10 minutos para que o Paciente recupere.
  5. Mais simples do que a anestesia geral – É um procedimento fácil, seguro e com um risco menor para o Paciente, que se mantém consciente durante o processo.
  6. Barato – Não representa um custo significativo.

E DEPOIS DA CONSULTA?

Depois do tratamento, apenas o seu médico dentista poderá avaliar o seu estado de recuperação. Ainda assim, geralmente, a sedação consciente não requer nenhum cuidado especial e o paciente volta ao estado normal imediatamente após a consulta, podendo aproveitar o resto do seu dia com normalidade.

consulta no dentista - medico dos dentes

Se costuma ficar ansioso quando vai ao dentista, agora já conhece uma técnica que lhe permite usufruir dos tratamentos sem stress. Informe-se junto do seu dentista, deixe os medos de lado e trate da sua saúde oral sem quaisquer problemas.

De quantos em quantos meses ir ao dentista? - Médico dos Dentes

De quantos em quantos meses devo ir ao dentista?

Anteriormente, uma ida ao dentista era vista como uma solução de último recurso e para tratar problemas já avançados. Hoje em dia, sabemos que a melhor forma de evitar problemas passa por adotar cuidados de higiene diários e por visitas regulares ao consultório. Ainda assim, o que é que podemos considerar uma visita regular? Será essa periodicidade igual para todos os Pacientes?

QUAL É A RECOMENDAÇÃO?

É importante perceber que não existe uma recomendação de visitas anuais ao dentista que se aplique invariavelmente a todas as pessoas: a periodicidade desejável varia de Paciente para Paciente e depende de vários fatores de risco. Para além do estado dos dentes, a complexidade desta decisão deve-se também às gengivas e ao osso de apoio, por exemplo. Assim, enquanto para pessoas sem problemas significativos, uma única ida ao dentista por ano pode ser suficiente, outras que tenham propensão para desenvolver problemas periodontais podem ser aconselhadas a visitar a sua clínica a cada 3 ou 4 meses.

No caso das crianças, a primeira consulta deverá acontecer assim que nascer o primeiro dente de leite. Nesse momento, o médico indicará a melhor forma de proteger os dentes e com que frequência deverá voltar ao consultório para evitar cáries e outros problemas. Também aqui, ainda que habitualmente o recomendado seja uma visita de 6 em 6 meses, o seu dentista poderá sentir necessidade de ajustar esse período.

VISITAR O DENTISTA DE 6 EM 6 MESES: SIM OU NÃO?

A determinada altura, as organizações de saúde sentiram necessidade de estabelecer alguns cuidados de prevenção gerais. Nesse sentido, com a informação disponível, optaram por recomendar que as pessoas visitassem o seu dentista duas vezes por ano para verificarem o estado da sua boca e procederem às limpezas necessárias. Atualmente, esta regra tem-se revelado bastante útil e continua a ser uma boa forma de abordar a necessidade de consultar o médico frequentemente.

Assim, embora cada caso seja um caso, podemos dizer que, na maioria das situações, se deve visitar o dentista de 6 em 6 meses. No entanto, se possuir algum problema em específico, é natural que o tenha de fazer mais frequentemente.

E NO SEU CASO ESPECÍFICO?

A única forma de ter acesso a informação personalizada sobre o seu caso e sobre a periodicidade com que deve vigiar a sua saúde oral numa clínica é marcar uma consulta.

consulta de avaliação no dentista - Medico dos Dentes

Conhecendo o calendário proposto pelo médico, faça os possíveis por cumpri-lo. Dessa forma, poderá acompanhar o estado da sua boca ao longo do tempo, tirar regularmente dúvidas sobre qualquer procedimento e, acima de tudo, garantir que as suas consultas não são dedicadas a tratamentos, mas sim à prevenção e à manutenção de uma saúde oral perfeita.

A ortopantomografia deteta se tiver um quisto dentário?

A ortopantomografia deteta quistos dentários?

Por mais cuidado que tenhamos com a nossa saúde oral em casa, se não visitarmos regularmente o nosso dentista, existem alguns problemas que podem passar despercebidos. Um exemplo disso são os quistos dentários, que costumam crescer lentamente e sem causar dor ao Paciente. Felizmente este é um problema que pode ser detectado com a ortopantomografia. Perceba melhor:

O QUE SÃO QUISTOS DENTÁRIOS?

Os quistos dentários são uma espécie de saco que se forma junto dos dentes, acumulando bactérias e células mortas sob a forma de um material líquido ou parcialmente sólido. Com paredes bastante resistentes e a possibilidade de crescer ao longo do tempo, se não for tratado, este problema pode levar à perda de dentes ou progredir para situações ainda mais graves na sua boca.

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Os quistos dentários podem formar-se em diferentes zonas, incluindo na ponta das raízes de dentes necrosados (vulgarmente conhecidos como dentes “mortos”) e à volta das coroas ou das raízes de dentes inclusos. Ainda que as suas causas não sejam facilmente identificáveis, podemos destacar 4 razões:

  • Infeções – Uma possível explicação para a formação de quistos é que seja uma consequência de infeções, mesmo que estas ocorram noutras zonas do corpo. Assim, complicações na boca, na garganta ou até no nariz, por exemplo, podem acabar por originar quistos. Para além disso, cenários de imunidade baixa ou de elevado desgaste físico do Paciente, bem como situações de stress também podem potenciar este problema, constituindo fatores de risco.
  • Crescimento incorreto do dente – Alguns quistos também podem aparecer como consequência de um desenvolvimento defeituoso dos dentes (dentes que não chegam nascer completamente, por exemplo).
  • Maus procedimentos dentários – Os quistos também podem surgir como resultado de processos mal realizados em clínica. Deste modo, tratamentos endodônticos (desvitalizações) mal sucedidos, por exemplo, podem levar ao aparecimento de quistos.
  • Genética – Devido a problemas como a síndrome de Gorlin-Goltz ou outras questões genéticas.

QUAL É O TRATAMENTO?

Em primeiro lugar, sempre que a polpa de um dente perder vitalidade, é essencial que seja removida e substituída por materiais de enchimento. Se tiver esse cuidado, estará a prevenir o aparecimento de quistos nessa zona. Caso já não seja possível evitar o seu aparecimento, normamente estes quistos podem ser detectados numa ortopantomografia (raio-x panorâmico). Posteriormente, o tratamento dependerá do tipo de quisto, da zona onde está alojado e da sua dimensão. Com efeito, se for de dimensões reduzidas, um tratamento da raiz do dente pode ser o suficiente para que a questão se resolva. Caso contrário, poderá haver necessidade de efetuar uma pequena cirurgia oral, para eliminar o quisto e cortar a ponta da raiz, colocando um selante nessa zona.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Nos estados mais agravados dos quistos, o Paciente pode sentir dor, inchaço da gengiva, dores de cabeça, febre e outras complicações. Contudo, na grande maioria das vezes, este problema é silencioso, desenvolvendo-se lentamente e sem dor. 

ortopoantomografia no Médico dos Dentes

Deste modo, para identificar quistos em tempo útil e resolvê-los ainda numa fase prematura do seu desenvolvimento, a única solução é consultar o seu médico dentista regularmente. Faça o melhor pela sua saúde oral, não corra riscos desnecessários.

Tabaco afeta a boca - Médico dos Dentes

Dentista responde: o tabaco faz mal aos dentes?

Seja ou não fumador, é provável que esteja familiarizado com os riscos que o tabaco representa para a sua saúde. Ora, sendo este um hábito nocivo para muitos órgãos, é natural que também afete o estado dos seus dentes e a saúde da sua boca. Vejamos, então, os principais problemas que podem surgir segundo um médico dentista:

  1. Mau hálito Uma das consequências mais comuns do tabaco na saúde oral é o facto de gerar um hálito desagradável na boca da maioria dos fumadores.
  2. Sentidos afetados – O tabagismo pode levar à perda de sensibilidade do paladar e do olfato.
  3. Descoloração dos dentes – Embora os Pacientes nem sempre se apercebam de que essa descoloração está a acontecer, fumar pode manchar os dentes, tornando-os mais escuros e amarelos.
  4. Boca seca – As glândulas salivares dos fumadores sofrem mais facilmente inflamações, reduzindo a produção de saliva. Deste modo, o cigarro torna a boca mais seca e o ambiente oral mais propício para o desenvolvimento de cáries.
  5. Doenças nas gengivas – O tabaco pode dificultar a circulação do sangue na boca e, através do fumo, prejudicar os tecidos das gengivas. Para além disso, o tabaco dificulta a cicatrização das gengivas e aumenta a probabilidade de desenvolver periodontite, podendo expor as raízes e levar à perda de dentes.
  6. Tártaro – O tabaco pode facilitar o processo de acumulação de tártaro nos dentes, sendo necessário efetuar limpezas mais frequentemente.
  7. Dificuldade de recuperação – Os fumadores necessitam de mais tempo para recuperar de extrações de dentes, por exemplo.
  8. Cancro oral – A exposição contínua ao tabaco aumenta significativamente a probabilidade de desenvolver cancros orais. Por outro lado, se deixar de fumar, estima-se que ao fim de cinco anos já tenha reduzido para metade as hipóteses de contrair esta doença.

Basta procurar ajuda de um dentista?

Parar de fumar é a única forma de reduzir os riscos associados a estes problemas de saúde. Nesse sentido, é importante que procure apoio e um plano de tratamento adequado, e que faça um esforço para deixar este hábito.

De acordo com a OMD (Ordem dos Médicos Dentistas), o médico dentista pode desempenhar um papel fundamental para que os Pacientes deixem de fumar, aumentando as taxas de sucesso destes tratamentos.

Primeira consulta - Médico dos Dentes

Por isso, cumpra o tratamento indicado para si e não se esqueça de visitar regularmente o seu médico dentista. Se o fizer, poderá identificar e corrigir eventuais danos, evitando problemas agravados e garantindo uma boca saudável para a Vida.

Cuidados a ter com a escova de dentes - medico dos dentes

Que cuidados devo ter com a escova de dentes?

Uma boa higiene oral requer um cuidado especial com o estado dos instrumentos que utilizamos. As capas protetoras, por exemplo, têm sido uma das soluções mais utilizadas para evitar a acumulação de bactérias nas escovas de dentes. No entanto, na maioria dos casos, estes produtos acabam por ter o efeito contrário. Ora vejamos:

DEVO USAR CAPAS PROTETORAS PARA A ESCOVA DE DENTES?

Embora o objetivo das capas protetoras seja defender a escova de bactérias, a verdade é que, muitas das vezes, acabam por ter um resultado negativo. Isto acontece porque a caixa pode criar um ambiente relativamente quente e húmido, mais propício para o crescimento de bactérias do que se a escova estivesse o ar livre. Na maioria das vezes, as capas são mesmo colocadas enquanto as escovas ainda estão molhadas, o que contribui para que a humidade se mantenha ao longo do tempo e para a proliferação de micro-organismos.

O QUE SE DEVE FAZER?

Ainda que as capas possam ser úteis para proteger a escova em viagens, por exemplo, no dia-a-dia existem outras formas de o fazer. Em vez de utilizar uma capa, é recomendável que a enxague com água morna, pousando-a numa posição vertical para secar. Para isso, o indicado é que a coloque a uma distância considerável da casa de banho, num local arejado e sem estar em contacto direto com outras escovas. Quando lavar novamente os dentes, comece sempre por passar a escova por água (para eliminar eventuais resíduos que se possam ter acumulado) e, no final, repita o processo.

QUE OUTROS CUIDADOS IMPLICA UMA ESCOVA DE DENTES?

Para além dos já referidos, existem outros dois cuidados a ter com a escova, que são extremamente importantes e convém relembrar. Em primeiro lugar, para garantir que a sua escova se encontra nas melhores condições, é essencial que não a partilhe com ninguém. Se o fizer, estará a permitir que as pessoas envolvidas também partilhem micro-organismos, correndo um maior risco de contrair infeções. Em segundo, não se esqueça de substituir a sua escova sempre que as cerdas apresentarem sinais de desgaste. Normalmente, o correto é fazê-lo de 3 em 3 meses.

consulta de medicina dentaria no medico dos dentes

Seja com a escova ou com qualquer outro produto, lembre-se que ter uma saúde oral perfeita é mais fácil se cada Paciente tiver informação credível e adaptada à sua situação. Por isso, em caso de dúvida, não hesite em procurar o seu médico dentista para obter esclarecimentos sobre o seu caso em específico.

Quais as diferenças entre periodontite e gengivite? - Médico dos dentes

Gengivite e periodontite: qual a diferença?

As doenças da gengiva podem ser divididas em 2 grandes grupos: as gengivites e as periodontites.

Se, por um lado, estas doenças são fáceis de prevenir com os cuidados de higiene adequados, por outro, a verdade é que milhares de portugueses acabam por ter o seu dia-a-dia afetado com estes problemas. Vejamos a diferença entre os dois processos, as causas e algumas medidas preventivas:

EXISTE DIFERENÇA ENTRE A GENGIVITE E A PERIODONTITE?

Sim. De um modo simples, ambas as doenças afetam os tecidos de suporte dos dentes. No entanto, existe uma grande diferença entre si: enquanto a gengivite corresponde a uma primeira fase da doença (ainda reversível), a periodontite (popularmente conhecida como «piorreia») é um estágio muito mais avançado e já irreversível da doença.

O QUE É A GENGIVITE?

A gengivite é uma inflamação da gengiva que tem como principais sintomas o sangramento, a vermelhidão e o inchaço dessas zonas. Nesta fase, os dentes continuam firmes e não ocorre nenhum dano irreversível dos tecidos ou do osso. No entanto, se não for tratada a tempo, a gengivite pode evoluir para um cenário mais grave e destrutivo para a saúde oral: a periodontite.

E A PERIODONTITE?

A periodontite surge, precisamente, da acumulação de tártaro ao longo do tempo e da inflamação não ter sido tratada. Neste caso, a camada interna da gengiva e o osso afastam-se dos dentes (formando as chamadas bolsas periodontais) e a placa bacteriana começa a migrar e a acumular-se também em zonas abaixo da linha da gengiva. Embora não costume causar dor, a periodontite pode ter vários sintomas, tais como: sangramento gengival, mau hálito, supuração (também designada por «pus»), alongamento e mobilidade dos dentes, e criação de espaços negros entre si. Para além disso, se não for diagnosticada a tempo, esta patologia pode mesmo originar a perda do dente.

QUAIS AS CAUSAS?

A principal causa destas doenças é a acumulação de placa bacteriana e o desenvolvimento de tártaro nos dentes. Para além disso, existem outros fatores de risco que podem contribuir significativamente para o aparecimento destas situações: o consumo de tabaco, uma predisposição genética, o stress, certos tipos de medicação, doenças sistémicas como a diabetes e alterações hormonais durante a gravidez ou a puberdade. Ainda assim, pode-se dizer que estes problemas surgem, sobretudo, devido a uma má higienização dentária.

O QUE DEVO FAZER?

A melhor solução para a gengivite e para a periodontite, assim como para os restantes problemas de saúde oral, é a prevenção. Neste sentido, mais do que escovar bem os dentes, é essencial que efetue uma limpeza completa da sua boca. Para tal, passe a escova por todas as superfícies dentárias e use o fio dentário para limpar não só os espaços entre os dentes, mas também a placa bacteriana que se acumula na gengiva, higienizando-a com cuidado. Lembre-se que um estado ótimo da gengiva implica uma cor normal e sem qualquer tipo de sangramento. Por isso, se as suas gengivas sangrarem ao passar o fio dentário ou a escovar os dentes, deve encará-lo como um indício de doença.

Marque a sua consulta de medicina dentária - Médico dos Dentes

Para garantir que a sua saúde oral é controlada por um profissional, não abdique de consultar regularmente o seu dentista. Desse modo, poderá efetuar limpezas profissionais e impedir que o tártaro se acumule nos seus dentes, evitando problemas nas gengivas e, sobretudo, preservando o seu melhor sorriso para a Vida.

Dentes do siso devem ser sempre extraídos - Médico dos Dentes

Os dentes do siso devem ser sempre extraídos?

Normalmente, os dentes do siso surgem perto da idade adulta, entre os 16 e os 20 anos de idade. Para alguns Pacientes uma fonte de dor e para outros passando quase despercebidos, estejam inclusos ou completamente à superfície, é comum questionarmo-nos sobre a necessidade de retirá-los da nossa arcada. Será que temos mesmo de extraí-los? E qual será a melhor altura para fazê-lo?

OS DENTES DO SISO TÊM DE SER RETIRADOS?

Os dentes do siso não têm de ser retirados em todas as pessoas, como se todos os casos fossem iguais. Existem algumas situações em que a sua remoção é efetivamente aconselhável, como quando os sisos têm cáries ou afetam negativamente os dentes vizinhos, quando é necessário criar espaço para tratamentos com aparelhos dentários ou sempre que existam outras complicações mais sérias, com inflamações ou quistos. Porém, é igualmente possível que o dente do siso permaneça na nossa boca, de forma completamente normal. Apesar de nascer numa fase em que os restantes já estão posicionados, desde que cresça sem problemas, este dente pode ser mais um a ajudar na mastigação, sem precisar de ser extraído.

QUAL É A MELHOR IDADE PARA FAZÊ-LO?

Embora se diga frequentemente que os sisos devem ser removidos em idades jovens, é importante percebermos que não existe uma idade limite para extrair um dente do siso. Existem, inclusivamente, vários casos de Pacientes já idosos que removeram estes molares, sem problemas. Como em todos os tratamentos, também este dependerá de caso para caso. O que acontece é que, quando os sisos não chegam a nascer normalmente, a partir do momento em que a sua extração está recomendada pelo dentista, esse tratamento deve ser feito o mais rapidamente possível. A indicação é esta porque, com o avançar da idade, os dentes que não chegaram a erupcionar perdem os tecidos que os encobriam no interior da mucosa e, por isso, ficam mais ligados ao osso, o que pode tornar o processo de extração um pouco mais desconfortável.

O QUE SE DEVE FAZER?

Apenas o seu médico dentista poderá avaliar o estado da sua boca, esclarecer todas as suas dúvidas e explicar se deve ou não remover os dentes do siso e com que idade deve fazê-lo. Assim, se tem estes molares, mesmo que não causem qualquer tipo de dor, deve sempre consultar o seu médico dentista. Dessa forma, poderá acompanhar a sua evolução com um profissional, evitando atempadamente eventuais doenças ou outras complicações que possam surgir com o passar do tempo.

Médico dos Dentes - Sisos

De um modo geral, o conselho é o mesmo de sempre: desloque-se à sua clínica pelo menos de 6 em 6 meses e sempre que sentir algum desconforto, prevenindo problemas para manter uma saúde oral perfeita.

E se não substituir um dente - Médico dos Dentes

E se não substituir um dente?

Atualmente, mais de metade dos Pacientes que apresentam falta de dentes naturais não possuem nenhum dente de substituição. Uma ideia errada e que contribui em larga medida para esta estatística é a de que o problema é meramente estético. De facto, muitas pessoas ainda não foram informadas dos efeitos devastadores que a ausência de dentes pode ter na sua boca. Vejamos, então, o que pode acontecer:

O QUE ACONTECE AOS RESTANTES DENTES?

Para melhor entendermos o processo, imaginemos que perdemos um dente de baixo. Ora, se não o substituirmos, o que vai acontecer é que o dente de cima vai começar a descer, à procura do dente que já não existe, na tentativa de restabelecer o equilíbrio. A esta característica dos dentes dá-se o nome de “erupção passiva”. Simultaneamente, os dentes vizinhos também vão começar a mudar de posição, deitando-se para ocupar o espaço deixado pelo dente que saiu e desalinhando a estrutura dentária.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS?

Por causa desta reação dos dentes, para além dos efeitos a nível estético, a falta de um único dente é o suficiente para gerar um conjunto de outros problemas, num efeito de bola de neve com consequências drásticas para a sua saúde oral. Eis algumas das possíveis consequências:

  1. Má nutrição – Não possuindo a dentição completa, é mais complicado mastigar alguns alimentos, o que pode restringir os nutrientes a que o Paciente tem acesso.
  2. Gengivite – A alteração do posicionamento dos dentes vem dificultar uma higienização diária adequada, favorecendo a acumulação de placa bacteriana e podendo facilmente levar a inflamações na gengiva.
  3. Mordida alterada – O desalinhamento dos dentes pode alterar a oclusão.
  4. Dores de cabeça – Como resultado das alterações na mordida, podem surgir várias dores de cabeça.
  5. Perda de osso – Quanto mais tempo passar sem substituir o dente, mais osso o Paciente pode perder.
  6. Dificulta os tratamentos – Por diminuir a quantidade de osso, não substituir os dentes pode atrasar os tratamentos com próteses e implantes dentários, sendo necessário recorrer a um enxerto ósseo.
  7. Disfunção temporomandibular – Uma vez que a alteração das forças mastigatórias pode sobrecarregar a articulação entre a mandíbula e o crânio (articulação temporomandibular).
  8. Sensibilidade dentária e cáries – A erupção passiva, por expor os dentes e a sua raiz, pode causar sensibilidade dentária e originar cáries mais facilmente.
  9. Perda de outros dentes – Por fazer com que mais dentes se desprendam do osso, estes acabam por ganhar mobilidade, ficando irreparáveis.

O QUE SE DEVE FAZER?

A mensagem é clara: se perdeu um dente, opte por substituí-lo o mais rapidamente possível. Se não o fizer, quando finalmente decidir tratá-lo, é provável que o problema já tenha tomado proporções ainda mais sérias, complicando os tratamentos clínicos.

Substituição de dentes - Médico dos Dentes

Atualmente, existem várias soluções ao seu dispor que repõem os dentes em falta e lhe devolvem a saúde, a função e até a estética de um dente natural. Por isso, se tem falta de dentes, não incorra em riscos desnecessários: fale com o seu médico e descubra a melhor opção para si.

clínica dentária Médico dos Dentes Amoreiras

Clínicas Médico dos Dentes vão ser renovadas

Há 16 anos a fazer parte da vida dos portugueses, o Médico dos Dentes quer estar cada vez mais próximo dos seus pacientes, e continuar a oferecer o melhor de si aos seus Sorrisos. Por isso, até ao início de Abril, os espaços das 9 clínicas laranjas, distribuídas de norte a sul do país, estão a ser requalificados

O que vai mudar nas clínicas Médico dos Dentes?

Numa iniciativa a cargo do Departamento de Infra-estruturas, as obras de requalificação prevêem:

  • Gabinetes médicos ainda mais equipados e preparados, para que possam tratar do sorriso dos seus pacientes ainda com mais qualidade;
  • Espaços com uma estética renovada, e uma nova cara. Tudo para que os seus pacientes se sintam em casa;
  • Conservação dos espaços existentes permitindo melhorar as funcionalidades dos mesmos.

O que exigiu este projeto?

“Este foi um projeto que procurou sempre respeitar a identidade da marca. E exigiu ainda a realização de vários estudos, a fim de se obter o melhor funcionamento de cada espaço. Em algumas unidades prevê-se uma reabilitação quase total. O que requereu um planeamento prévio exaustivo para evitar constrangimentos ao funcionamento das clínicas Médico dos Dentes. Tudo foi pensado para que tanto os pacientes, como as equipas clínicas, possam retirar o melhor do que estas obras irão proporcionar”, afirma Dina Castro, arquiteta e Diretora de Infra-estruturas da marca.

Qual o objetivo das requalificações?

Com o objetivo de proporcionar ainda um maior conforto aos seus pacientes e equipas, o Médico dos Dentes procurou valorizar os espaços, e dar-lhes uma nova vida. Com intervenções que vão permitir elevar o padrão de qualidade das Clínicas Médico dos Dentes.

Pretendemos acrescentar valor a todas as clínicas: na qualidade, na confiança e no bem-estar que é transmitido, não só aos Pacientes, mas também a todos os colaboradores que fazem parte do universo Médico dos Dentes.” – Conclui Dina Castro.

nova imagem das clínicas Médico dos Dentes

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Beber chá escurece os dentes - Médico dos Dentes

Beber chá escurece os dentes?

A aparência dos dentes é um assunto que tem despertado cada vez mais interesse junto dos Pacientes. Para evitar que a superfície dentária fique manchada ou amarelada, é frequente procurarmos informação sobre os efeitos que os alimentos e os seus pigmentos podem ter na nossa saúde oral. Neste sentido, um dos temas mais falados é o chá: será que escurece os dentes?

MITO OU REALIDADE?

A ideia de que o chá escurece os dentes não é um mito. Ainda que sejam frequentemente vistas como uma alternativa mais saudável, a verdade é que as características destas infusões acabam por escurecer mais os dentes do que o próprio café.

COMO SÃO CRIADAS AS MANCHAS?

De um modo simples, tanto o café como o chá contêm três elementos que desempenham funções importantes no escurecimento dos dentes: ácidos, taninos e cromogéneos. Ora, quando ingerimos uma destas bebidas, estas três substâncias trabalham em conjunto para produzir manchas nos dentes. Neste processo, os dois primeiros elementos (ácidos e taninos) servem, sobretudo, para tornar os dentes mais suscetíveis ao efeito do terceiro (cromogéneos). Assim, os ácidos enfraquecem o esmalte, tornando-o mais macio e poroso, e, dessa forma, fazem com que os efeitos dos restantes elementos nos dentes sejam mais rápidos e intensos. Já os taninos (também conhecidos por estarem presentes nos vinhos) ligam-se muito facilmente à superfície dos dentes e, por isso, contribuem para que outras substâncias façam o mesmo e causem mais estragos. Perante este cenário, os cromogéneos vão aderir aos dentes e, como alteram a sua cor quando são expostos ao ar, acabam por sofrer alterações e originar manchas na superfície dentária.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O CAFÉ E O CHÁ?

Se tanto o café como o chá apresentam ácidos, taninos e cromogéneos, por que razão é que o chá escurece mais a dentição? O poder de escurecimento do chá deve-se, sobretudo, ao facto de possuir níveis mais elevados de taninos. Deste modo, embora o esmalte possa ser desgastado de igual forma (por possuir uma quantidade de ácidos semelhante), o café não facilita o trabalho dos cromogéneos com a intensidade com que o chá o faz e, por isso, não mancha tanto os dentes.

O QUE DEVE FAZER?

De entre os vários chás disponíveis no mercado, podemos destacar o verde, o preto e o mate como os tipos que mais mancham os dentes. Contudo, o chá também possui vários benefícios para a sua saúde e, portanto, não é necessário deixar de consumi-lo. Em vez disso, sugerimos que tenha em atenção alguns dos seguintes cuidados que o ajudam a evitar que a criação de manchas seja tão eficiente:

  1. Escovar os dentes – Uma das formas de evitar um escurecimento dos dentes é escová-los regularmente. Se o fizer pouco tempo depois de beber chá, poderá ser ainda mais eficaz.
  2. Diminuir o consumo – Embora não precise de abdicar completamente do consumo de chá, se o beber com moderação pode ajudar a evitar manchas significativas nos seus dentes.
  3. Evitar os chás mais escuros – Para além de beber chá com moderação, sempre que possível, opte também pelas opções mais claras.
  4. Misturar chá com leite – Adotar o hábito inglês pode neutralizar a capacidade de escurecer os dentes.
  5. Beber água – Beber água depois do chá pode ajudar a diminuir a quantidade de taninos na sua boca.
  6. Procurar soluções branqueadoras – Se quiser remover manchas dos seus dentes, também pode avaliar junto do seu médico os tratamentos disponíveis e que melhor se adaptam ao seu caso.
Beber chá escurece os dentes? - Medico dos dentes

Agora que já conhece um pouco melhor a forma como o chá escurece os seus dentes, poderá consumi-lo de forma mais informada e responsável. Seja qual for a sua dúvida, lembre-se que pode sempre procurar informação credível junto do seu médico e que essa é a única forma de garantir que cuida da sua boca em todos os aspetos do seu dia-a-dia.